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quarta-feira, 7 de março de 2012

Roteiro 2 - Mais Praia

Para quem quer aproveitar as praias, o jeito é abrir mão do norte da Tailândia.

Praias que eu iria de novo.

4 ou 5 dias em Krabi - O lugar ideal para começar sua viagem. Fica próximo à Phuket, que embora tenha hoteis maravilhoso, a cidade é um horror, pelo menos para quem está acostumado as maravilhosas praias e cidades do Brasil. Phuket é uma espécie de Guarujá. Em Krabi é possível alugar barcos e conhecer outras ilhas lindas nos arredores.

3 dias em Koh Phi Phi - Esta é a famosa ilha do filme The Beach. Não cometa o erro de ficar em Phuket e pegar um barco de turistas para visitar a ilha. O ideal é se hospedar em um dos poucos hotéis por lá mesmo. Lembre-se de fazer a reserva com antecedência ou vai ter que se contentar com o que sobrar. São poucos hotéis na Ilha.

4 dias em Koh Samui - Só vale a pena se você for em julho, pois no final do ano, esta é a parte do país onde o tempo não é bom. Bem pertinho tem também Koh Tao, uma ilha pequena e linda onde é possível alugar caiaque e dar a volta a ilha em um dia ou para os mais aventureiros, ir parando e dormindo pelos hoteis paradisíacos do caminho.

De resto, basta escolher entre as várias opções pelo sudeste asiático. Recomendo Camboja, Vietnã, Laos e   Mianmar. Muitas pessoas pensam em aproveitar e conhecer Bali. Eu faria outra viagem apenas pela Indonésia.


Roteiro 1 Cultural


Recebi um e-mail perguntando sobre minhas dicas quanto ao roteiro ou a quantidade de dias que eu considerava ideal para ficar em cada lugar que fui.
Acho isso bem pessoal, mas vou tentar responder neste post as dúvidas de quem está planejando a viagem em breve.

Mais cultura e montanha, menos praia.

4 dias em Bangkok – Muitas pessoas ficam apenas um ou dois dias nesta cidade e reclamam da poluição, bagunça, etc. Foi o que pensei nos primeiros dias. Mas logo depois de seguir todas as dicas “obrigatórias”, descobri uma cidade fascinante. Para quem curte vivenciar a cultura local, Bangkok e arredores é perfeito. Veja aqui algumas dicas sobre a cidade e o que fazer.

4 dias dias Chiang Mai – Chiang Mai fica ao norte de Bangkok, perto de Chiang Hai e do Laos. Lugar de encontrar as famosas mulheres girafa, aquelas com os colares no pescoço. Aos apaixonados por animais, é aqui o Parque dos Elefantes e o lugar perfeito para pegar no colo os filhotinhos de tigre. O artesanato local é riquíssimo e mais barato que em outras partes do país. 
O ideal é aproveitar e já ir para Laos de Chiang Mai. Existe também um famoso trem ( eu não fui, infelizmente ) que vai de Bangkok à Chiang Mai durante a noite. Conversei com algumas pessoas que foram e eles acharam a viagem bastante interessante. Vale pensar na possibilidade. É uma ideia para quem quer economizar já que o trem viaja durante a noite, assim é possível economizar além da passagem de avião, uma noite de hotel. ( existem vôos diretos de Chiang Mai para Siem Riep)

3 dias no Cambodia – Sou da opinião de que mais vale conhecer bem, poucos lugares, que conhecer mal muitos. Siem Riep é seu destino no Cambodia. Esta simpática cidade é o ponto de parada para pessoas do mundo todo em busca da mágica de Angkor Wat. Mas além dos templos, outro tesouro se esconde nesta cidade. O povo. Em parte nenhuma do mundo conheci tantas pessoas maravilhosas. Visitei orfanatos e me emocionei ao ver crianças falando inglês e lendo apaixonadamente os livros que levei. Este não é um destino para qualquer pessoa. Para visitar Siem Riep, é preciso buscar mais que turismo e quase sempre, você vai levar bem mais que apenas lindas imagens.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Flor de Lotus


Flores de lótus fechadas

Sempre fui apaixonada por orquídeas, e aqui, na Ásia, elas parecem conter todas as cores e formas. Estão por toda parte, enfeitando e colorindo este continente. Mas foi outra flor, a flor de lótus, que ganhou minha admiração. Talvez por eu ser fascinada por mitologia, história e significados ancestrais.

Fechada, é tão perfeita e resistente que parece ser feita de tecido. Não resisti à sua beleza e parava para admirá-la sempre que a via em meu caminho.

O lótus é considerado sagrado na Ásia por prestar honras ao sol, se voltando para o leste ao nascer. No Antigo Egito, tinha significado de “renascimento” por ser símbolo da morte e ressurreição de Osíris. Uma citação que diz “Transforma a ti mesmo num lótus e terás a promessa de ressurreição” está no Livro dos Mortos.

Oferendas aos deuses
O significado de “criação e sol” se deve ao fato da flor submergir no rio durante a noite e emergir e florescer novamente durante o dia. A Flor de Lótus é uma importante figura no Hinduísmo e no Budismo.

No hinduísmo, está relacionada à criação do universo devido ao fato de Brahma, criador do mundo, ter nascido de uma lótus.

No budismo, representa um dos oito símbolos auspiciosos do ensino budista. Vários budistas e monges, na meditação, imaginam flores de lótus surgindo embaixo dos seus pés enquanto andam de forma a espalhar a compaixão e o amor de Buda por onde passam.

Buda normalmente está sentado sobre uma flor durante sua floração ou está com ela nas mãos. Um famoso mantra budista (“Om mani podme hum”), significa “Brilhante a jóia no lótus”, representa a flor que se destaca formosa e bonita em um ambiente pouco propício. Em ambas as religiões, a Flor de Lótus representa o despertar espiritual da vida e da iluminação.

Purificação com a flor nos templos
As raízes do lótus estão na lama, o caule cresce através da água, e essa metafora fortalece a flor perfumada  que desabroxa sua beleza acima da água a cada raio de sol. Este padrão de crescimento significa o progresso da alma que mesmo adversa vindo da lama materializa-se na primavera e sobrepõe-se a todas as adversidades.

Embora haja outras plantas que nasçam acima da água, apenas o lótus, devido à força do seu caule, sobe de oito a doze centímetros acima da superfície demonstrando a sua grandesa e exuberância.


sábado, 21 de janeiro de 2012

Soi Rambuttri


Você não vai encontrar esta rua nos guias de viagem. Talvez por isso ela tenha um charme especial. Vizinha da famosa Khao San Road, é mais acolhedora e colorida. Menos iluminada e sem tantos adolescentes bebendo em baldinhos, é o lugar ideal para uma noite agradável com típica comida tailandesa. Vários restaurantes ficam com as portas abertas e as mesinhas nas ruas. Casas de massagem e manicures também ficam abrem até depois da meia noite. Bangkok é definitivamente um lugar para boêmios bons de papo. Aqui senti ainda mais saudades dos meus companheiros de literatura, o Grupo B_eco. Com eles por perto, atravessaríamos a noite num papo regado a cerveja Singha e risadas. Amanheceríamos num barquinho cruzando o rio Chao Phraya enquanto o sol, tímido, sairia para ouvir nossa conversa. Bangkok has us, responderíamos ao atender o telefonema do pessoal lá de casa perguntando sobre o nosso paradeiro.
Encontraríamos outros como nós, vindos de muitas partes do mundo e somaríamos risadas às nossas histórias.


A Rua Soi Rambuttri e seus bares aconchegantes

Massagens nos pés e ombros, custam pouco e valem muito



sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Mercado Chatuchak

Vestidos bordados
Assim como todas as grandes cidades, Bangkok tem grande variedade de lojas. Sempre que viajo, procuro fugir do que tenho em casa, então o que mais me chamou atenção foram as lojas típicas e os mercados onde se vende absolutamente tudo.




Lindas lojas de decoração

Mercado Chatuchak - Lembre-se de marcar sua viagem para Bangkok ficando pelo menor um dia durante o final de semana. Tanto este quanto o mercado flutuante (nos arredores da cidade) só abrem aos finais de semana. A melhor forma de chegar ao Chatuchak é de Skytrain, pode acreditar, você consegue. Leve dinheiro e vá preparado para barganhar. Encontrei pias pintadas à mão, louças, roupas, sapatos, bolsas e comidas deliciosas. Confesso que deu vontade de comprar muita coisa, mas o fato de estar viajando e não poder carregar malas grandes me impediu. Se você pretende fazer muitas compras, vale a pena deixar uma mala no Hotel enquanto viaja para outras cidades. As companhias que fazem voos internos têm um limite de 20Kg por mala. Outra opção é mandar uma caixa pelo correio, se não for pesada. O preço vale a compra.

Cubas pintadas à mão
Este é um dos  maiores mercados do mundo. São 1,13 Km2 de lojas, divididas em 27 seções, o que não ajuda tanto, pois há tanta variedade que fica difícil encontrar o que queremos. Meu conselho: Compre um mapa na Nancy Chandler e tente se perder um pouco menos.

Dicas sobre a Tailândia

Mesmo depois de ler inúmeros guias sobre a Tailândia e passar dias pesquisando o que e como aproveitar esta cidade, ainda sim cometi aquelas besteiras em que nos fazem acreditar que somos totalmente lunáticos.

A primeira lição que deixo à vocês é: Estude tudo. Informe-se o máximo possível e saiba que mesmo assim, você não vai saber tudo e seus tropeços servirão de alerta aos próximos. Conforme-se com o que a vida lhe dá. Afinal você está em território budista.

Mas vale lembrar algumas coisas:

1 - Escolha a melhor rota para chegar, ou você vai perder um dia descansando ao invés de aproveitar a cidade. Fui de Emirates e achei as conexões muito demoradas. Voltei de Qatar, bem melhor e se você olhar no mapa, o caminho é mais curto. Tem também a opção da Turkish ( tem Star Aliance ), passando por Istambul. Acho que pela Europa, esta é a única que vale a pena, pois a Air France tem aviões velhos e os horários não são convidativos. Uma boa dica para quem não tem cartões especiais de salas vip é checar a disponibilidade de pagar US$50,00 para usar a sala VIP. 

2 - Troque dinheiro no aeroporto. Não aceite preço fechado do táxi, eles costumam cobrar 700 B por uma corrida que, pelo velocímetro, sairia no máximo por 200 B. Coloque isso em prática já no aeroporto. Um táxi até a cidade deve custar até 300 B, mais o pedágio, eles pedem pelo menos o dobro. Não aceite.

3 - Compras: Antes de se perder em lojas pela cidade, vá ao maior mercado da região, o Chatuchak, que funciona apenas durante os finais de semana e tem absolutamente tudo (de roupas a animais) com preços inacreditáveis. A melhor e mais rápida forma de chegar lá é com Skytrain.

4 - Comida: Se você não gosta de pimenta, é bom se preparar para aprender a gostar. A gastronomia asiática é maravilhosa e não existe se não for spicy. Prepare-se para comer na rua e se surpreender, mas não custa levar um kit primeiros socorros, afinal nosso corpo ainda não está acostumado a tanto tempero. Nem pense em sair da Tailândia sem provar a sopa Tom Yam, uma das delícias desta terra.

5 - Mala: Esqueça sua mala ou leve apenas o estritamente necessário. Você vai comprar camisetas, shorts e sandálias por muito menos que o excesso de peso que vai pagar caso insista em trazer muita coisa. As camisetas são de ótimos tecidos e, mesmo eu, que não sou apaixonada pelo estilo super colorido, encontrei roupas básicas e apropriadas para o clima e a poluição de Bangkok, capaz de anular seus planos de usar mais de uma vez a mesma roupa. 

5 - Passeios: Não acredite no que os motoristas de taxi e tuk tuk lhe dizem e principalmente, não caia no conto do shopping, eles sempre tentam levar os turistas à lojas onde ganham comissão. Para que isso dê certo, dizem que é feriado religioso ou qualquer outro motivo para que você não vá onde planejou e siga até a tal loja.

6 - Muay Thai: Não deixe de ir a uma luta. A atmosfera e principalmente a loucura das apostas é surpreendente, assim como os golpes certeiros vindos de homens quase sempre franzinos. Diferente das lutas de vale tudo e boxe, o muay Thai carrega séculos de história e tradição. A dança em homenagem aos deuses apresentada por cada lutador é outro atrativo. O Muay Thai é um dos segredos do exército tailandês. Com mais de 300.000 militares, pode-se dizer que as forças armadas da Tailândia são uma pequena potência. Altamente treinados, todos os seus integrantes são exímios no combate corpo-a-corpo e algumas forças militares de outros países, chegam mesmo a enviar soldados para beneficiarem do treino exigente tailandês. 


7 - Lembre-se de verificar o clima não apenas no país, mas nos lugares onde você vai. A melhor época para ir à Tailândia é na seca, de outubro a março. O mesmo não acontece em Samui, uma das ilhas onde fomos. Lá, a estação das chuvas é agora. A época certa é julho. Portando, se você for à Tailândia na época da seca, vá à Krabi e Phi Phi, do outro lado, mais bonito e com sol.


8 - Se você, como eu, adora fotos e pretende fazer um álbum da sua viagem, lembre-se. Arrume a data e hora. Normalmente as cameras vêm com a data da home e outra data para colocar quando estamos viajando. Faça isso, não apenas na sua, mas nas câmeras dos seus amigos que viajarem junto, ou na hora de pegar as fotos, será praticamente impossível organizar tudo.


9 - Golden Tip: Esta é para você economizar e não tomar um susto ao ver a conta do seu telefone na volta. Confira se o seu aparelho é desbloqueado antes de viajar. Logo que chegar à Tailândia, compre um sim card por US$10,00 e internet ilimitada. Se você não fizer isso, corre o risco de entrar na lista dos que receberam uma conta mais cara que a viagem ao voltar. Mesmo que você não use o telefone, o serviço de wi-fi continua ativo e você paga. Mais de duas pessoas receberam contas indecentes ao voltar. 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Khao San Road - Bangkok



Em nossa última noite em Bangkok, fomos à Khao San Road. Para quem não conhece, aí vai um pouco do que acontece por lá.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Khao San Rd - Bangkok


Escorpião, formiga, larvas e outros bichos estranhos


Liz e eu

Show de uma loirinha animadíssima

Frutas deliciosas
De volta a Bangkok, depois de passar por Camboja e Vietnã, esta cidade parece feita de paz. Nada de buzinas, milhões de bicicletas e motos com mais de cinco pessoas ou gente gritando em línguas estranhas. Aliás, até a língua deste povo já está mais minha. O sawadee (olá) e o kop kun kha (obrigada) é tão natural quanto os rolinhos primavera no café da manhã acompanhados por uma Singha sempre menos gelada do que deveria. O caos que encontrei há mais de vinte dias continua por aqui, mas de alguma forma, meus parâmetros mudaram por dentro e acabaram transformando o que vejo fora.
Minha fiel companheira de viagem, Liza tornou-se especialista em negociações e não me deixa comprar mais nada por mais de 30% do lance inicial.

Os drinks aqui não brincam em serviço
Acabamos de chegar na rua mais conhecida e divertida da cidade, Khao San Rd, onde mochileiros vindos de todos os cantos do mundo bebem, fazem compras e se alimentam de insetos, milho, frutas e várias outras especiarias conhecidas ou não. Poucos minutos neste lugar já é suficiente para fazer acreditar que você certamente é bem mais comportado do que acredita. Ah os parâmetros, sempre eles. Aqui, Mick Jagger é capaz de brincar de ser chamado de café com leite e ficar parado num canto assistindo, exatamente como nós.

Em menos de duas horas, eu e a Liz vimos show de hip hop com acrobacias no meio da rua. Observamos uma sueca de aproximadamente vinte anos virar um baldinho de vodka enquanto dançava em cima da mesa de um bar na calçada (nesta rua ninguém usa copo, o bacana é beber num baldinho cheio de canudos, coisa que não vou poder contar como é, pois tive medo de provar e acabar afogada). Também apreciamos (só com os olhos) a vasta variedade de insetos fritos. Ganhamos flores. Tentamos convencer vendedores de que não precisávamos de cuecas. Comemos manga, milho e pipoca. E claro, pagamos menos de R$ 2,00 no táxi e ainda demos uma volta pela cidade de tuk tuk.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Impressões sobre a Tailândia

Eu em Khao San Road
Paciência. Isso é o que você deve trazer para a Tailândia se quiser aproveitar tudo o que esta terra maravilhosa tem. Roupas, comida, tudo é possível comprar por um quinto do preço do resto do mundo, mas a paciência é obrigatória e não se adquire assim tão fácil.

Os tailandeses, conhecidos por sua alegria, me surpreenderam. Parecem ter uma felicidade falsificada, como as bolsas que vendem em barraquinhas espalhadas pelo caos de suas ruas. São pessoas humildes e simpáticas, mas alguma coisa ainda não decifrada por completo, me causa desconfiança.

"Não confie em ninguém na porta do hotel". Esta é a ordem comum em todas as cidades onde chegamos. Se pedimos um táxi para o sul, o motorista invariavelmente vai tentar te convencer a ir para o norte e provavelmente te deixará perdido em alguma loja de bugigangas onde ele ganha comissão.

Por trás de sorrisos, há sempre um mar turquesa claro, mas de intenções no mínimo estranhas.

Embora meu plano fosse conhecer várias cidades, achei prudente ficar mais tempo em menos lugares, por isso Bangkok e Samui foram sendo desvendados aos poucos, o que me levou a emoções e experiências que sei, vou levar comigo para sempre.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Meu melhor Companheiro

Navegando no Chao Phraya River
Ah se não fosse meu moleskine, presente da minha irmã Tamara.
Esta é outra dica valiosa. Anote sempre o que você achar importante, não se engane, especialmente numa viagem onde você está constantemente em contato com o novo, sua memória não dá conta de tanta informação. 

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Muay Thai Bangkok

Esta noite promete, estamos assistindo a uma autêntica luta de Muay Thai.

Jim Thompson's House



Companheiros de Viagem.

O restaurante.
Se você acha que Bangkok tem apenas barraquinhas e caos, espere até conhecer a casa deste arquiteto americano. Mandado para Tailândia no final da II Guerra Mundial, como oficial da OSS ( uma organização que antecedeu a CIA). Mr. Thompson ficou fascinado pela seda tailandesa e a transformou num negócio lucrativo para ele e para Tailândia, motivo pelo qual é ainda hoje adorado pelo povo. O fato de ter desaparecido em 1967 numa viagem que fez à Malasia, também ajuda na áurea mitológica deste homem enigmático.
Para construir a sua casa, ele importou do campo várias casas altas, algumas tinham na época 150 anos. Desta forma, criou um conjunto de seis casas, todas especialmente preparadas para as monções.


Templo em homenagem aos deuses
Conhecer este lugar é como voltar um pouco na história. O bom gosto de Thompson é fascinante. Os móveis e as louças continuam intactos e bem preparados para a visita.
Notem que em todas as portas, existe uma madeira, que ao contrário do que parece, não serve apenas para que nós ocidentais tropecemos. Este é um antigo costume para impedir os espíritos maus (acreditavam que eles rastejavam) de entrar em casa.
Outro ponto interessante é o templo do lado de fora da maioria das casas tailandesas. Estas casinhas enfeitadas de flores e oferendas são sempre construídas voltadas para a face norte, de forma que a sombra da casa principal nunca faça sombra sobre ela, em sinal de respeito aos Deuses.

O restaurante cercado por um jardim maravilhoso e espelho dágua coberto de flores é uma ótima escolha para apreciar as delicias tailandesas. Comi um arroz com côco, curry ao molho de abacaxi, servido dentro da fruta. Delicioso. Os Smothies também são divinos. 

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Bangkok



Diversidade de especiarias, carnes e peixes secos

Palácio Real

Eu no Palácio Real
Nossa marinheira


Nada como acordar num hotel lindo. Encontrar amigos e começar tudo de novo.
O caos vira festa e o novo é só alegria.

Os templos e a loucura deste povo toma conta do cansaço e começo a entender porque este país é conhecido como Amazing Thailand.

Hoje o dia foi mágico, cercado de cultura e lindas fotos. Logo escrevo as novidades.

Por enquanto, deixo imagens que marcaram o dia.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Nocaute Técnico.

Mulher lendo tarô no meio da rua.

"Seja seguro, mas nunca subjugue o adversário."Eu deveria ter aprendido as palavras do meu mestre, Robson, em tantos anos de karatê.

Como sempre, quando chego a um lugar novo, prefiro ir a pé, assim me sinto mais à vontade e conheço as redondezas. Pedi ao concierge que me desse um papel com o nome do mercado onde eu gostaria de ir, escrito em tailandês. A distância entre o Lebua, meu hotel, e o lugar são exatos 5 Km, o que me deu a certeza de que poderia caminhar um pouco e em seguida pegar um táxi.

Logo ao sair, menos de 10 minutos depois, não sei bem como, só sei que não encontrava absolutamente nenhuma referência do mapa. Não sabia nem mesmo se a direção em que eu ia estava correta. Entrei num táxi. Mostrei no mapa e dei o papel com o endereço. Ele me olhou de forma gentil e disse que o lugar onde eu iria era muito caro e ruim. Depois de alguns minutos tentando entender, deixei que ele me mostrasse um lugar melhor, no caminho, pois pelo que ele disse, de lá eu poderia ir a pé ao tal mercado.

Deixei de lado meu sexto sentido e lá fomos nós, direto para  uma loja que me parecia o esconderijo do barba azul, provavelmente de sua sogra ou coisa assim. Expliquei que não queria fazer compras, só passear. "Ms want market. Market shopping." Ele me dizia tentando discutir o que de fato eu queria ou não. Como poderia pedir para ir a um mercado, se eu não queria fazer compras? Deixei as explicações de lado e pedi apenas que me levasse lá. Ainda com o sorriso simpático no rosto (li em meus guias que os tailandeses sorriem quando estão nervosos, chateados ou bravos), ele mostrou o preço e me mandou descer. Sem opção, paguei os Baht$24,00 (menos de US$1,00) e fui andando.

Descobri que até aquele momento, eu nunca soube o que de fato significava, estar perdida. Mesmo nas provas de aventura, quando paramos no meio do mato, se perder em português e em grupo é moleza perto disso.

Eu mostrava o mapa na rua à espera de uma direção. Esquerda, direita, reto. Mas todos apontavam para cima. Parei. Vi uma barraquinha com cocos. Eu estava salva, pelo menos da sede e do calor. Comprei um copo, Baht$20,00 (menos de US$1,00) e antes de sentir o sabor, suguei o canudinho até que todo o líquido estivesse devidamente instalado em meu corpo. E foi neste momento que meu estômago se revirou. Eu parei numa esquina, e como criança cuspi o pouco que sobrou no chão, diante dos tailandeses que me olhavam com um misto de espanto e pena. Não sei o que tinha lá dentro, mas só sei que não era água de coco.

Algumas horas depois, eu de volta ao Hotel
Duas horas depois, eu ainda andando com meu mapinha na mão e sem entender nada, ouvi o barulho de um trem e olhei para cima. Era isso! Eles estavam tentando me dizer para pegar o trem a caminho do mercado. Eu já me preparava para subir as escadas quando lembrei da dificuldade em andar de táxi. Imagina me perder num trem, com enjoo, fome e sem saber nem pronunciar o nome de onde eu deveria ir. Usando minha tática infalível de salvação em países estranhos, procurei um hotel. Encontrei um que parecia um palácio. Se do lado de fora, a 25 de março falava tailandês, dentro, eram as mil e uma noites e os Jardins da Babilônia. Mais uma palavra aprendida hoje. Discrepância. Extremos.

Vencida e ainda cansada, pedi ajuda para falar com o taxista e mostrei o endereço do meu hotel. Horas depois, aqui estou eu, de volta ao ponto de partida, mas cheia de lições. E não mesmo que temos que ter cuidado com o que desejamos.



segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Bangkok 1 dia


Sanuk, Sabai e Saduak. Este é o lema dos tailandeses. “Sê feliz, fica tranquilo, contenta-te com aquilo que a vida te oferece”.

A primeira impressão que tive deste povo que nasceu às margens do rio Mekong há mais de 10.000 anos, foi de que têm o sorriso grudado do rosto. O que não significa que estão sempre alegres. Sorrir é também uma máscara que usam quando estão tensos ou sem saber o que fazer, coisa que acontece quase sempre quando estão diante de turistas como nós.

Em meu primeiro dia saí sozinha do hotel com a certeza de chegar até um dos milhares de mercados de seda (que em minha imaginação, estavam espalhados por toda a Tailândia). Pedi ao concierge do hotel que escrevesse em thai o nome do tal shopping. Depois de atravessar um exército de tailandeses sorridentes tentando me convencer de que hoje era feriado e as lojas estavam fechadas ou que eles poderiam me levar à única loja aberta da cidade, consegui finalmente entrar no táxi e entregar meu papel com as letrinhas desenhadas. Simpático, o motorista insistia em conversar na língua dele. Depois de tentar explicar que eu não falava thai, continuei a conversa em português. Logo, uma espécie de terapia multicultural tomou conta do ambiente colorido e cheio de penduricalhos. Tentei ler os nomes das ruas e me situar no mapa que ganhei da recepcionista. Impossível. Lá, pelo que imaginei ser o meio do caminho, o motorista fala a primeira palavra que aprendem. Shop. Eu, achando que havia chegado em meu destino, na tal feira imaginária, agradeci e paguei.

Fui deixada e escoltada até uma loja cheia de ternos e vestidos de noiva. Tentei entender onde estava. Nada. Chamei a dona da loja, que andava atrás de mim como uma sombra e perguntei sobre o tal ponto desenhado no mapa. O local onde eu deveria estar. Blada laksdh thdfsds. Ela despejou outro banho de tailandês sobre mim enquanto abanava as mãos fazendo sinais que me deram a impressão de significar longe, muito longe.

Saí andando sem rumo, esperando dar de cara com um tal mercado, afinal eu estava na Tailândia, tinha que ter um lugar cheio de panos pendurados. Na pior das hipóteses, pensei, vou chegar às margens do rio e de lá, pego algum barco para o hotel. Nada!

Já passava das duas da tarde. Quase três horas andando sem rumo. A barriga roncando. O telefone sem internet, o que fazia com que meus planos de usar o GPS ficassem no mesmo lugar que o tal mercado. O calor, junto com a poluição e as buzinas me levavam rapidamente ao estado de desespero e fome típico de uma criança que não tem a menor de ideia do que a espera.

Foi neste momento que avistei uma barraquinha com vários cocos, exatamente como os nossos. A sede e o calor estavam prestes a deixar meu corpo. Paguei o vendedor, que despejou todo o líquido num copo gelado e me entregou. A Bahia tomou conta do meu corpo e mergulhei com tudo. Faltava menos de dois dedos de água de coco quando voltei ao normal e me dei conta do que acontecia.

O coco, embora parecesse de fato com um coco, não era como o nosso. A água era horrível e o sabor tomou conta de todo o meu corpo até chegar no estômago vazio e pegar impulso para o grand finale. Por sorte, o jato não pegou nos pés do vendedor que, claro, não entendeu nada e ficou me olhando, pela primeira vez sem rir.

Mais algumas horas e muitos táxis errados e finalmente cheguei nocauteada
ao hotel, de onde eu nunca deveria ter saído, pelo menos, não sem antes aprender a me comportar neste país.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Por que Montar em Elefantes?



Passear montada num elefante. Tem coisa mais incrível que isso? 
Enquanto pesquisava sobre este passeio, tão comum na Tailândia quanto andar de táxi em Nova York, uma questão surgiu.
Como estes animais selvagens se tornam tão dóceis?
Adestrando um filhote de elefante

Ou, como aquela linda escultura de marfim foi parar em alguma loja escondida e depois na estante da sua sala?

Caí na besteira de me questionar algo, ainda que me parecesse absolutamente normal. E foi aí que me dei conta do preço da informação.

Por isso, se você pretende andar nas costas de um elefante, ou comprar uma peça de marfim, é melhor parar de ler esta matéria.
Quem se preocuparia com tantos elefantes sendo massacrados, tendo suas cabeças arrancadas enquanto ainda sangram até a morte? Este é um assunto pesado, melhor mudar e falar de coisas boas, não é? Afinal, vamos sair para as férias, praia, deixe os assuntos pesados de lado. O marfim é um artefato lindíssimo. Seu tom é tão espetacular que até nome de cor já virou, mas quer saber? Eu quis.

O povo tailandês, diferente de nós, ocidentais, tem uma cultura milenar, aprende o que aprenderam os mais velhos e fazem o que é preciso para ganhar o dinheiro necessário para alimentar os filhos, mesmo que isso signifique torturar elefantes presos numa jaula, até que eles “aprendam” a ser dóceis e entendam quem manda, quem é o animal inteligente.

Mas por que eles precisam maltratar os elefantes? Por que eles precisariam de marfim? Eles mal têm estantes para guardar objetos. Nós temos.
Nós temos casas decoradas ao estilo africano com patas de elefante cortadas para serem usadas como bancos e combinarem com a cabeça do tigre pendurada na parede.

Africanos exibem o troféu depois de matar os animais
Nós temos criatividade. Nós somos tão geniais que conseguimos empalhar animais mortos de forma tão perfeita que eles ficam idênticos aos vivos. Somos tão geniais que estamos criando um mundo todo à nossa semelhança. Um mundo onde elefantes se deitam para que nós, seres superiores, montem e passeiem pelas nossas terras. Somos nós, os donos das matas, florestas e rios, hoje poluídos por nossa genialidade.

Nós somos mestres em recriar mundos, tanto que em breve, quando os animais selvagens desaparecerem, vamos viver num Bush Gardens. Imagina que maravilha, poderemos até controlar a altura do rugido de um tigre. Quem sabe ainda possamos criar um mar artificial, com golfinhos de controle remoto? Teremos que inventar um capacete para guardar nossa mente genial e fabricar nosso próprio oxigênio. E nesse dia seremos soberanos, donos do mundo e os únicos seres vivos sobre a Terra.

Por isso, antes da festa acabar, quem sabe seja bom começar a se questionar sobre as mágicas.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011


Faz tão pouco tempo que decidi viajar, mas sinto como se tivesse planejado esta viagem durante anos. A situação agora é bem diferente de quando decidi conhecer a Ásia. Depois de muitos livros, pesquisas e encontros com pessoas que já foram à Tailândia, não só descobri tudo o que precisava, como encontrei muitos companheiros de viagem. Se no início eu pensava em ir com dois amigos, agora são 17.

Criei um grupo no Facebook sobre a viagem e não demorou para outros amigos se animarem. Os amigos dos amigos também gostaram da ideia que agora se tornou um fato.

O mais interessante é que quase ninguém vai no mesmo voo. Vamos nos encontrar em Bangkok. Precisamente no Sirocco, no topo do Lebua Hotel em Bangkok. Para quem não sabe, como eu não sabia, este é um dos restaurantes mais bacanas do mundo e é de lá, que os amigos malucos de Hangover II descobrem que estão a ponto de começar outra aventura. O Lebou Hotel será também o nosso ponto de encontro. Dia 29 de dezembro, cariocas e paulistas, moradores do Rio, São Paulo, Londres e Piracicaba, farão um brinde ao começo da nossa aventura, que agora já tem roteiro, hotéis pagos e passagens emitidas. Foi dada a partida e vocês vão nesta viagem comigo.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Uma Viagem pela Literatura

“Conte-me e eu esqueço. Mostre-me e eu talvez me lembre. Envolva-me e eu compreendo.”
Confúcio

Já é novembro! Depois de um mês mergulhada em pesquisas, sinto como se já tivesse feito muitas viagens não só à Tailândia de hoje como a Ayuthaia, aos templos escondidos, às guerras e às inúmeras tentativas de colonização europeia, nenhuma bem sucedida. Voltei ao século XVIII com o maravilhoso livro “O Afinador de Piano”, de Daniel Mason e com ele, naveguei as águas do Salween. Me emocionei com os fantoches, a música e a cultura da região.
A capital, Bangkok, cortada pelo rio Chao Pharaya já é minha velha conhecida. Naveguei nos barquinhos passeando pelo mercado flutuante. Rodei o trânsito alucinado assistindo a tudo do meu tuk tuk tentando entender mais sobre a cultura desse povo.

Ao contrário do que pensa muita gente, o fato de estar “viajando” antecipadamente, cria mais emoção que expectativa. Sei que por mais que eu leia e aprenda sobre qualquer coisa, apenas quando vivenciá-la será de fato real. Acho que é por isso que não acredito muito em quem aconselha o que não faz. Outro dia, conversando com a professora do meu filho, me dei conta de que ela tinha uma receita pronta para tudo. Educar parecia tão fácil. Até que perguntei quantos filhos ela tinha. A resposta me surpreendeu, mas apenas por alguns segundos. Apenas uma pessoa sem filhos é capaz de saber tudo sobre eles.

Da mesma forma, é preciso viver um lugar para de fato, conhecer, e eu espero com muita calma, afinal, cada coisa a seu tempo.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Hora de Começar a Pesquisa


Comecei a procurar dicas com todos os conhecidos. Ninguém conhecia a Tailândia. Mas onde você vai passar o réveillon? Perguntavam. Na praia. Eu respondia. Só não sei em que ponto do globo, ué. Procurei dicas na internet. Encontrei muitas sobre turismo sexual, uma tal fool moon party, que mais parecia uma rave, viagens de lua de mel e mais enchente.

À medida que as informações iam ficando escassas, mais eu me animava. Ouvir a surpresa nos olhos dos outros valia mais que informações. Eu sabia onde ir, o país, mas quando busquei o mapa e vi todas aquelas cidades, a maioria começando com Koh, confesso que tive medo e vontade de me perder por mais tempo por lá. Foi quando finalmente encontrei um amigo koreano que havia passado sua lua de mel lá. Soube então o nome de lugares onde eu deveria ir. Bangkok, a capital, que segundo ele era alucinante, Koh Samui, uma praia linda e Chiang Mai, a cidade com maior número de templos na Ásia, ao norte de Bangkok.

Pronto, eu já tinha três pontos de partida, bastava conhecer um pouco sobre cada um e decidir quantos dias ficar. Aqui começou a segunda parte da minha viagem. A imersão na geografia e nos meios de transporte locais.